domingo, 3 de maio de 2009

Introdução ao mundo das abelhas


Diante das notícias apavorantes do mundo, mesmo os otimistas ficam balançados. Entretanto, apesar de tantos erros, a humanidade avança em vários aspectos. Quando falamos que antigamente não havia tanta violência etc, esquecemos que não tinhamos a atual avalanche de informações que dava a falsa impressão,para alguns, que a vida era um conto de fadas, sem o lobo mau, é claro!

Assisti, recentemente, a um video chamado "Persepolis", gentilmente cedido pelo meu professor de francês, o Jean Claude. O filme, uma animação em francês, nos mostra como foi o regime do Xá da Pérsia, atual Irã. As atrocidades que foram cometidas naquele tempo, com o aval do EUA, nada fica a dever ao Sadam Hussein atual ou as que os americanos cometem em Guantánamo e, evidentemente, em todo o mundo.

Lembro-me que desde criança sempre fui fascinada por leituras, fosse o que fosse. O que caia nas mão, era ótimo. E, assim, li muitas revistas como "O Cruzeiro" que falava sobre o Xã e sua familia maravilhosa. Sei que o mesmo foi casado com a Princesa Soraya que era estéril e, por isto, foi trocada pela Farah Diba. Para mim, uma romântica incurável, aquilo tudo era muito lindo! Entretanto, aos 16 anos, tive um salvador que começou a orientar a minha leitura. E, hoje, apesar de não acreditar mais em Chapeuzinho, sei que o Lobo Mau existe.O que nos mostra que a informação truncada nos fazia ver um mundo róseo quando não é bem assim. Hoje, apesar de tudo, podemos lutar contra tantas injustiças....ou escolhermos o nosso lado.

Tudo isto...ufa! para falar da revolução verde. Ou seja, o cuidado com o meio ambiente fará, espero ardorosamente, uma mudança positiva na humanidade.

E apesar de todos os dias pessoas continuarem lavando a calçada com água, sem nenhuma preocupação em poupá-la e, pior, sem que tenhamos nenhuma estratégia para abordá-las de uma forma carinhosa e eficaz, encontro outras que já estão agindo eficazmente. Alguns já estão usando a água utilizada na máquina de lavar roupas, que já contém sabão, para lavar pátios e calçadas, reutilizando roupas e evitando o consumo irresponsável.

E, como sempre, muitas das respostas encontramos na natureza, ao ler o artigo "A importância dos hexágonos para as abelhas", vi como precisamos aprender com ela.

E, por isto, resolvi publicar amanhã o texto "A importância dos hexágonos para as abelhas"

E aos poucos que visitam este blog e, que, tem a paciência de ler os meus textos, enfatizo o sexto parágrafo que diz" As abelhas constroem o máximo de alvéolos, gastando o mínimo de cera."
Que possamos gastar o minimo para construir um mundo melhor.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

O dia em que a Dodo se foi...



Nunca havia planejado conviver com Mr. Jong ou com a Dodo. Eles entraram em minha vida de mansinho, sem alarde...

Um dia, minha filha conversou comigo que seu amigo iria viajar pela América Latina, refazendo o percurso que o "Che" fizera e, assim, não teria quem cuidasse dele. Imaginei que um jovem assim, certamente, seria uma pessoa especial. Por isto, resolvi aceitar o desafio. E, quando menos esperava ele chegou de táxi com seus poucos pertences e muito assustado!
Aceitei cuidar dele, embora nada soubesse dos seus hábitos. Corri para o "santo Google" e obtive as respostas, muitas, porém nas questões mais angustiantes, ele faz "ouvido de mouco" e diz que não encontrou nenhuma resposta. E, assim, caminhamos...

Primeiro descobri que alface era uma coisa proibida , embora para mim seja obrigatório, mesmo que nenhum amigo me convide para tomar um suco do mesmo. Sempre me chamam para tomar um chope, sorvete, etc...
No momento, que nos olhamos, implorou pela sua liberdade e, eu, com o coração mole, concedi. Assim, começou a correr livre... Na primeira vez que sumiu, sofri muito! Procurei-o por toda casa e achei que me abandonara para sempre. Após dois dias, reapareceu com o rostinho enrugado de tanto dormir, não sei onde...

Embora não entendesse seu curto tempo de vida, procurei tornar a sua passagem por este planeta em algo que valesse a pena. Deixava-o fazer o que quisesse e, mesmo assim, não se tornou um tirano. Era sempre dócil e calado.

Seu dono sumiu na estrada e nunca mais veio buscá-lo! Fato que intimamente comemorei.
Já a chegada da Dodozinha, foi completamente diferente. O porteiro ligou e perguntou se o Mr. Jong estava em casa ou se sumira, pois havia alguém na portaria perdido e muito parecido com ele. Corri para o seu quartinho e, ufa! felizmente ele dormia placidamente. Soube que estava perdida e não havia ninguém para cuidar dela. Apesar de temer desentendimentos entre os dois, concordei em recebê-la. Era magrinha e desajeitada! Comecei a dar-lhe uma super alimentação e logo, logo, ela virou uma bolinha. Por temer uma explosão demográfica, autoritariamente, impedi o encontro dos dois, embora no fundo, no fundo, lamentasse. Depois de algum tempo, ele começou a evitar a comida, parou de correr e só dormia. Até que um dia, pela manhã, percebi que ele se fora. A incompreensão e tristeza por sua breve vida, foi amenizada pela juventude e alegria da Dodozinha. Corria pela casa e se deixava acariciar meigamente. Quando ouvia minha voz, corria como se me conhecesse. Como ele, sua liberdade era plena, dentro dos limites do possível...Porém o tempo voa.... e há alguns dias atrás, percebi o mesmo fastio, a mesma dificuldade de andar que o Mr. Jong tivera. Contei nos dedos a passagem dos meses e concluí que sua hora estava acabando, apesar de ainda não compreender seu curto tempo de vida.

Hoje, minha amiga lúcida e terrena, explicou-me o porquê. Disse-me que como a sua espécie é usada para experimentos cientificos, é necessário que tenham uma vida breve! Compreendi um pouco e percebi que apesar do Einstein dizer que "Deus não joga dados", somos todos joguetes do que chamamos Natureza.
Ontem, a Dodo se foi!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Viver x Bergamnn x Liv Ullmann x atualidade


O que será viver? Será como muitos preferem, vivermos centrados no nosso próprio umbigo? Fingindo não ver o "ovo da serpente"' que sempre está sendo gestado? Sinto em muitos, a tendência de querer fechar os olhos para tudo que, segundo eles, não é prazeroso...

Como se ficar com um amigo, quando ele precisa de nós, não tivesse a mesma beleza de um pôr-de-sol. Algumas vezes, sinto-me muito sózinha neste planetinha. Porém quando assisto um filme do Bergmann, como o que vi ontem - SARABAND - e observo o rosto da Liv Ullman, sem plásticas, com marcas tão lindas do tempo, sinto-me incluída em um mundo que procura a bondade, a verdade ou o que ela seja, de uma maneira sincera.

Assisti o eterno Bergman, faz-me entender um pouco o que é ser humano, o que é ser mulher. A personagem da Marianne ilumina o meu mundo!