sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Simplicidade Voluntária

Amigos,

No meu grupo chamado "Simplicidade Voluntária", consegui uma receita para o reaproveitamento do óleo de cozinha. Vou deixá-la com vocês. Depois que fizer o meu sabão, conto como foi a experiência.
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Óleo de cozinha vira sabão caseiro. Aproveite os restos usados em frituras na receita

O óleo de cozinha, usado para preparar frituras, geralmente é descartado no ralo de pias e desce até o esgoto. Ao entrar em contato com a água, um litro de óleo de cozinha pode contaminar milhares de litros do líquido. Uma forma de reutilizar o óleo e evitar a contaminação é fabricar um barato sabão caseiro. Veja como:Ingredientes- 4 litros de óleo comestível usado- 2 litros de água- ½ copo de sabão em pó- 1 kg de soda cáustica- 5 ml de óleo aromático de erva-doce ou outro a gostoA proporção pode ser mantida para fazer mais ou menos sabão, de acordo com a quantidade de óleo usado disponível.Modo de preparoEsquente a água. Separe meio litro e dissolva o sabão em pó nele. Dissolva a soda cáustica no restante da água. Adicione lentamente as duas soluções ao óleo e mexa por 20 minutos. Adicione a essência, misture um pouco e despeje em formas no formato desejado. Deixe esfriar e desenforme no dia seguinte. Os sabões estarão prontos.

O CONPET é um Programa do Ministério de Minas e Energia coordenado por representantes de órgãos do Governo Federal, da iniciativa privada e gerido com recursos técnicos, administrativos e financeiros da Petrobras S.A.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007



Histórias em Quadrinhos ou “O ataque das traças esfomeadas”

Há muito tempo não lia uma revista em quadrinhos, apesar de gostar muito Por acaso, encontrei uma da Magali que li com muita alegria. Sua leitura transportou-me ao passado e, como num filme, revivi várias cenas.

Minha paixão por literatura, começou cedo. E como não havia livros em casa, procurava-os no lixo. Nesta busca, muitas vezes deparei-me com revistas que, talvez não pudessem ser chamadas de quadrinhos. É como se fossem novelas ou filmes narrados em capítulos. Através de uma revista rasgada, conheci “La Strada” do Fellini e a linda Giulieta Massini. Como estava incompleta, não pude saber o seu final. Muito tempo depois, o Caetano Veloso fez uma belíssima canção sobre o filme.

Havia muito preconceito com este tipo de leitura. O meu pai dizia: “Mulher que lê telenovelas, não presta”. A proibição tornava sua leitura mais prazerosa. Debaixo do colchão, escondia as que uma vizinha me emprestava para eu ler a noite. Um dia, quase que ele me pegou lendo. Quase morri! Hoje as transgressões são muito mais sérias e destrutivas.

Entretanto, foi o meu pai que me deu a primeira revista em quadrinhos do Pato Donald e várias edições de uma revista infantil chamada “Nosso amiguinho” que, suponho, fosse publicada por alguma editora religiosa.

Minha avó paterna – Vó Glicéria – que era crente e lia a Bíblia para mim, ajudou-me a aumentar minha paixão pelos livros.

Voltando ao presente, percebi pela primeira vez em uma revista infantil, uma abordagem sobre a morte de uma forma lúdica. Gostei do Penadinho e da sua primeira frase: “Olá, Penadinho, como vai a morte?”

E é por isto, que resolvi deixar a primeira página da história com vocês.
Um beijo e mementomori.

domingo, 9 de setembro de 2007

O poeta e eu


Busco, a cada dia, tornar-me uma "minimalista", ou seja, viver o "tempo me dado prá mim nesta Terra" apenas, com o necessário. Creio que, assim, terei mais tempo para desfrutar verdadeiramente de tudo que gosto. Se não preciso administrar coisas inúteis, conseguirei desfrutar a vida de uma forma realmente prazerosa. Além disto, estou exercitando o desapego - o que me faz mais leve e feliz.

Como primeira providência, estou catalogando os livros que possuo, relendo alguns e descartando outros.

Assim, deparei-me com os quatro volumes das "Brumas de Avalon", grande sucesso editorial alguns anos atrás.

Nos agradecimentos feitos pela autora – Marion Zimmer Bradley – ela nos diz que "um livro desta complexidade leva seu autor a fontes muito numerosas para que sejam exaustivamente relacionadas. Devo citar, em primeiro lugar, meu falecido avô, John Roscoe Conklin, que me deu um velho e usado exemplar da edição de Tales of King Arthur, de Sidney Lanier, que li tanto a ponto de chegar a decorá-lo, antes de ter dez anos de idade. Minha imaginação também foi estimulada por fontes diversas, como o semanário ilustrado Tales of Prince Valiant: e aos 15 anos eu fazia gazeta na escola com muito mais freqüência do que se pensava, indo esconder-me na biblioteca do Departamento de Educação, em Albany, no Estado de Nova Iorque, para ler a edição de dez volumes do The Golden Bought, de James Frazer, e uma coleção de quinze volumes sobre religiões comparadas, inclusive um enorme livro sobre os druidas e as religiões celtas."

Quando terminei de ler este parágrafo, lembrei-me, imediatamente de uma Gramática da Língua Portuguesa que chegou às minhas mãos alguns dias atrás e, que pertencera a uma aluna da sétima série. Na primeira página da mesma, havia o desenho de uma grande folha da "Canabis Sativa" e várias frases pedindo a liberação da mesma. Não pude deixar de comparar a diferença de interesses. Tenho convivido com alunos de colégios públicos e particulares e, constato, estarrecida, que estamos vivendo um genocídio cultural. Não há nenhuma preocupação com o aprender e nenhum encantamento com esta coisa maravilhosa e salvadora que é a literatura.

O que será de nós? O que será deles? Embrutecidos pelo consumo, pelas drogas lícitas e ilícitas, certamente nunca terão o prazer de ler os quatros volumes desta obra maravilhosa que é "Brumas de Avalon".

Deixo com vocês a foto da minha visita ao velho poeta.