Vamos combater a intolerância, seja ela qual for. Lembremos como o nome de Deus foi usado, por BUSH para invadir o Iraque e assassinar milhares de civis. Segundo ele "Deus" o autorizou a fazer a invasão. Se isto foi verdade, ele ouvia vozes, neste caso teria alguma pertubação mental. No caso de Deus ter autorizado esta invasão, algo de muito errado está embutido nesta noção de bondade e justiça. Matar inocentes????
OAB e AJUFE lembram que Estado é laico. Para o presidente da OAB é "absolutamente estranho que um magistrado possa tomar decisões sob inspiração divina ou qualquer outra inspiração religiosa. Se a justiça assim decidisse, nós cairíamos numa insegurança jurídica, pois dependeríamos da subjetividade da convicção religiosa de cada magistrado"
Lembremos de todos os holocaustos. É assim que começam!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
quarta-feira, 22 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Hoje, lembrei do Drummond.......
A história da humanidade é polvilhada de guerras.....
Por isto, hoje, lembrei do poeta....Principalmente do poema "Os pacifistas"
Na Cinelândia, pela tarde,
em bancos vulgares e amigos,
sentam-se homens mal vestidos.
Não mostram pressa de voltar
para casa ou para o trabalho.
Sentam-se em honra de uma vida
que vive dentro de suas vidas
corriqueiras, pardas e tristes,
e lá ficam a ver as pombas
em torno à estátua de Floriano
catando milho distribuído
por um deus amigo das aves,
o deus que no baixar à terra
preferiu o simples disfarce
de empregado administrativo.
Bicam as pombas, esvoaçam
por entre mármores do Teatro,
do Museu e da Biblioteca,
não que lhes interessem óperas,
livros, telas, artes humanas.
Brincam as pombas: pena, cor,
lampejo entre árvores, tranquilo
ser-existir infenso ao trágico
mundo que se foi modelando
entre gritos, gagos regougos,
lágrimas, cóleras, solércias,
à custa do mundo essencial.
Libertados de todo peso,
deixam-se os homens existir
desprevenidos junto às pombas.
Silenciosos e circunspectos,
são talvez os homens melhores
do nosso tempo assim parados.
Não pleiteam bens ou poderes
mais que o bem e o poder de um banco
alteado no chão de pedrinhas.
Não transportam a guerra n’alma,
não vendem ódio, não tocaiam
nem sofismam quem tem razão
entre sem-razões deste instante.
O voo não viajeiro basta-lhes
Por isto, hoje, lembrei do poeta....Principalmente do poema "Os pacifistas"
Na Cinelândia, pela tarde,
em bancos vulgares e amigos,
sentam-se homens mal vestidos.
Não mostram pressa de voltar
para casa ou para o trabalho.
Sentam-se em honra de uma vida
que vive dentro de suas vidas
corriqueiras, pardas e tristes,
e lá ficam a ver as pombas
em torno à estátua de Floriano
catando milho distribuído
por um deus amigo das aves,
o deus que no baixar à terra
preferiu o simples disfarce
de empregado administrativo.
Bicam as pombas, esvoaçam
por entre mármores do Teatro,
do Museu e da Biblioteca,
não que lhes interessem óperas,
livros, telas, artes humanas.
Brincam as pombas: pena, cor,
lampejo entre árvores, tranquilo
ser-existir infenso ao trágico
mundo que se foi modelando
entre gritos, gagos regougos,
lágrimas, cóleras, solércias,
à custa do mundo essencial.
Libertados de todo peso,
deixam-se os homens existir
desprevenidos junto às pombas.
Silenciosos e circunspectos,
são talvez os homens melhores
do nosso tempo assim parados.
Não pleiteam bens ou poderes
mais que o bem e o poder de um banco
alteado no chão de pedrinhas.
Não transportam a guerra n’alma,
não vendem ódio, não tocaiam
nem sofismam quem tem razão
entre sem-razões deste instante.
O voo não viajeiro basta-lhes
para alimento das retinas
e, ao mirar as pombas, remiram
uma harmonia que perdemos.
Na Cinelândia, aves e homens
redescobrem a paz, em vida.
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